Brasília, 10/09/2010
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ONs e OFFs
Por Lívio di Araújo
Não se fala em outra coisa que não 22. É o número do momento.

Em depoimento na CPI da Corrupção da Câmara Legislativa ontem, o ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, falou de rolo compressor que ainda virá e deixou a Casa alvoroçada.

Nos corredores da CLDF, as acusações começaram. Dizem que dos 24 deputados distritais, apenas dois não estariam envolvidos no escândalo. A matemática não foi de Durval, mas dos próprios distritais que, visivelmente desesperados, começaram a sessão “luta entre o próprio exército”.

Uma mostra de que as denúncias e o escândalo da Caixa de Pandora estão longe de acabar. E agora, muda o alvo: do Executivo para o Legislativo.

Vale ressaltar que o blog já havia dito sobre o grande número de distritais envolvidos no Mensalão do DEM há vários meses. Chegou até a dar nomes.

Uma coisa é certa: há mais envolvidos que os citados até agora.

Outra coisa é certa: Mensalões, segundo fonte da Casa, foram pagos a rodo, principalmente na época da aprovação do PDOT.

Uma coisa é errada: A matemática, embora faça sentido, esquece de agregar inúmeros suplentes que durante a maior parte da legislatura, assumiram as vagas dos titulares na Casa.

Frigir dos ovos: na análise do blog, o número 22 pode até fazer sentido, mas não 22 entre 24, mas 22 entre 30.

Reflitamos...
Postado por Lívio di Araújo em 31/03/2010 - 13:13:00
Dourado nada, Adelmir

Para quem só falava de Dourado ontem, é bom saber que o dia e a noite foram do senador democrata Adelmir Santana. Levou a presidência do DEM-DF e assumiu o cargo com a bola toda. Terá em mãos o poder de decisões na legenda, colocou ordem entre os que ensaiavam uma discussão na reunião do partido e, segundo fonte, vai começar logo, logo as conversas com todos, repito, todos os partidos, em busca de alianças para a eleição de outubro. E quando eu digo todos, é todos mesmo...

De PT a PSC

O DEM já barrou qualquer aproximação com o PT nacional. Claro, isso terá que ser seguido no DF. Mas, ainda segundo fontes, Adelmir pode ouvir propostas até mesmo do ex-governador Joaquim Roriz (PSC) para tentar uma composição. Nacionalmente, o DEM deverá sair junto ao PSDB, o que obrigatoriamente, deve ser seguido no DF. Difícil é encontrar hoje no DEM, algum nome de força, após o escândalo do mensalão. Ainda segundo uma fonte da coluna, o deputado federal Alberto Fraga está descartado e o nome mais forte, no momento, é o de Lindberg Cury.

PMDB quer

Ainda ontem, o presidente do PMDB-DF, Tadeu Filippelli, chegou a telefonar para o senador Adelmir santana, colocando seu nome e o da legenda á disposição de uma aliança. Filippelli era o nome cotado para compor chapa com Fraga numa possível disputa ao GDF.

Fraga como tampão

Mas Fraga não deve ficar sem nada. Ainda segundo uma fonte do DEM, ao deputado deverá ser dada a chance de ser candidato a governador nas eleições indiretas que ocorrerão no próximo mês. Para isso, só tem que fazer que seu nome seja consenso entre os distritais e, claro, tira o governador Wilson Lima da jogada.

Arrumando a casa

Hoje, o novo presidente do DEM-DF faz a primeira reunião da nova Executiva Local. O encontro acontece às 11h30, na sede do partido regional (SCS, quadra 4, Edifício Brasal II, 6º andar). Segundo Adelmir, este primeiro encontro servirá para dar inicio à interlocução com os partidos locais. O objetivo é definir possíveis aliados para a disputa eleitoral em outubro.
Postado por Lívio di Araújo em 31/03/2010 - 12:40:00
Pelo visto, o deputado federal Alberto Fraga (DEM) vai ter de enfrentar a fúria de alguns colegas de legenda para ter seu nome como candidato ao GDF em outubro.

Segundo fonte, já tem nomes da executiva regional do partido (que hoje nem existe mais) se movimentando para colocar outro nome em jogo.

Fraga disse que se a legenda lhe for negada, ele deixa a política!
Postado por Lívio di Araújo em 30/03/2010 - 18:45:00

Conforme anunciei há mais de uma hora no meu Twitter, senador Adelmir santana é o novo presidente do DEM-DF.

Mais detalhes:

Após algumas semanas de deliberação, a Executiva Nacional do Democratas definiu, nesta terça-feira (30), o nome do senador Adelmir Santana como novo presidente do DEM/DF. Agora, caberá à nova Executiva, liderada por Adelmir, reconstruir o partido local.

Desde a última semana Adelmir vinha cobrando um posicionamento da Executiva para que O DEM tenha chances reais nas eleições de outubro. "Prometo exercer a presidência do Democratas orientado pela ética e pela dignidade política que a sociedade exige e que coincidem com meu caráter pessoal", afirmou.

Postado por Lívio di Araújo em 30/03/2010 - 18:32:00
João Alberto Fraga da Silva é deputado federal pelo DEM e, além de uma gestão polêmica na Secretaria de Transportes no Governo Arruda, deixou a pasta afirmando que é pré-candidato ao GDF em outubro. Fr4aga conversou com exclusividade com o Jornal Alô Brasília onde falou de sua amizade e lealdade com o ex-governador, sobre uma possível chapa para a disputa do governo e sobre sua decisão de deixar o DEM se o partido lhe negar legenda. Polêmico, o nome de Fraga tomou projeção nacional ao liderar a vitoriosa “Frente do Não” no referendo de 2005. Em 2006, após sua saída do PMDB e ida para o DEM, foi reeleito deputado federal com quase 100 mil votos.

Lívio di Araújo: Já vou começar fazendo a pergunta que todo mundo quer fazer: O senhor será mesmo candidato ao GDF em outubro?

Alberto Fraga: Já estou com uma definição. Eu não quero ser deputado, já disse isso claramente. Como deputado federal eu cumpri o meu papel e sei que fui um bom deputado. Sou autor de 11 leis importantes no Brasil, não passei na Câmara em vão. O meu destino, todos sabiam, que era o Senado. E se não tivesse havido essa crise, eu não tenho dúvidas de que eu seria um dos senadores. Mas diante do quadro que está se desenhando, eu não vejo um candidato de direita, que possa pelo menos falar o que esse governo fez. Então, eu mantenho a minha candidatura para governador.

Mesmo correndo o risco de ficar sem mandato?

Não tem problema, eu preciso descansar mesmo. É uma forma que eu vejo de dar uma satisfação para a população do que foi feito durante esses três anos e sem falar em crise. Se o PT quiser falar em crise, se quiser falar de mensalão, nós vamos falar de mensalão. Assunto é o que não vai faltar, não é mesmo? O que eu não aceito é que a bandeira de eu ser amigo do Arruda me impeça de ser candidato. Então eu tenho que sair da vida pública por isso?

Mas o senhor acha que isso pode te impedir de concorrer ao cargo?

Não. Não deveria pelo menos. Meu nome não foi sequer citado no inquérito da caixa de Pandora. Eu sempre sou leal. Quando estava com o ex-governador Roriz e ele esteve para ser cassado, nem o queridinho dele fez nada na época. O único que foi para a briga e enfrentou o PT fui eu. E nunca recebi nenhum “muito obrigado” por isso, embora eu não faça isso para receber agradecimentos. Quando o Luiz Estevão foi preso, o único que foi visitá-lo, tanto aqui quanto em São Paulo também fui eu. Portanto, isso que eu fiz pelo Arruda é do meu caráter. Eu não tenho nenhum tipo de problema de visitar um amigo que esteja em dificuldade. Uma das coisas que as pessoas têm que cultivar na vida é a amizade, e ter coragem de aparecer nas horas de dificuldades.

E quem poderia lhe impedir de uma disputa? O DEM?

A diferença entre o DEM e os outros partidos é que o Democratas cortou na própria carne, rápido demais, inclusive. Fui até contra a maneira como as coisas foram feitas. Os outros partidos não fizeram isso. E a mancha continua de qualquer forma. Mesmo com tanta gente punida, quando se fala do Arruda se diz: “O ex-democrata”. Quando de fala do esquema, se diz: “O Mensalão do DEM”. A mancha ficou...

O senhor não me respondeu claramente... O DEM vai ou não te dar legenda?

O Diretório regional do DEM foi dissolvido. Está marcada uma reunião no dia 30 para haver um consenso, e ver esse assunto. Nós precisamos primeiramente ter um diretório, que seja provisório, para a partir daí começarmos as conversas. Não conversamos com ninguém.

Com ninguém, quem? Um vice?

Também. As coisas vão começar a acontecer a partir do próximo mês. A vida é cíclica. Veja você, o Lula hoje tem 80% de aprovação, mas o Arruda também tinha. E hoje a era Arruda acabou. O mundo dá voltas...

E quem seria o seu vice? Tadeu Filippelli?

Eu confesso que gostaria de formar essa aliança. Mas tanto eu quanto Filippelli temos que nos despir de qualquer vaidade pessoal para isso. O DEM junto com PMDB, PSDB e PPS seria uma excelente coligação. Assim, daria até para pensar em uma disputa para valer contra o ex-governador Roriz. Eu vou continuar conversando e insistindo, se o Filippelli quiser conversar, conversaremos, mas te adianto que não descarto a hipótese de ter um vice como o Jofran Frejat, porque não houve decisão ainda do Frejat com o Roriz, ouvi isso dois dias antes do almoço deles pelo Valdemar Costa Neto.

Se o partido não te der legenda, sairá candidato a que cargo?

Se isso acontecer hoje, eu largo a vida pública. Deixo o DEM em seguida e saio da política.

Decido desta forma, será difícil o DEM não ter o senhor como candidato então, não é? Está animado com as pesquisas que dizem que o ex-governador Arruda ainda teria um percentual de votos?

Eu tive 5% de votos. Mas nem eu nem Brasília podemos esquecer o que o Arruda fez pela cidade. O motivo que eu quero disputar as eleição é justamente esse: quem vai falar das obras? O PT? O Roriz? Não! Quem vai falar das obras que foram feitas para a cidade é alguém que fez parte do governo. A pesquisa foi até um incentivo, e se o partido resolver não me dar a legenda, eu estou fora. Não me impressionam os números. Eu moro em Brasília há muitos anos e sei o potencial de votos do Roriz. Quero ver se ele vai arriscar mesmo. Eu, no lugar dele, não arriscaria.

Pelo visto, o senhor acha que a disputa deve ser polarizada então entre Fraga e Roriz?

Eu vi o esforço do Roriz para conversar com o PSDB, mas também ouvi de dois representantes do partido que eles não queriam esse palanque para o José Serra na disputa presidencial. Tenho tudo para ser o homem que dará palanque ao Serra aqui no DF, onde ele sempre ganhou do candidato do PT. Fui dois mandatos deputado do Governo Roriz, sei como ele pensa. Ele diz que é candidato. A imprensa está torcendo que ele seja. E aí, vai ser mais um espetáculo para Brasília. Não tenho nada contra ele, não tenho intimidade porque ele nunca me valorizou e foi preciso sair debaixo da saia dele pra mostrar que eu tinha voto, porque ele canalizava tudo para o Tadeu Filippelli. Não sou inimigo dele, não tenho restrição, mas tenho vergonha na cara.

E caso o segundo turno aconteça entre o PT e Roriz, como o senhor ficaria, já que é declaradamente contra o Partido dos Trabalhadores e tem problemas no passado com o ex-governador?

Se eu puder decidir , se me oferecerem dois caminhos, o PT e o Roriz, é evidente que ficarei com o Roriz. Eu com o PT é complicado. Reconheço as diferenças ideológicas entre eu e a legenda.

E qual seria a sua bandeira para a campanha?

Minha gestão na secretaria foi muita vitoriosa. É claro que não deu pra fazer tudo, mas não tinha nada. Quando alguém fala que 180 quilômetros de ciclovia é pouco, esquece que não tinha nada, tinha zero. Quando alguém fala que 960 ônibus com acessibilidade e elevador é pouco, esquece que não tinha nenhum quando eu assumi. É claro que o projeto não deu para ser totalmente implantado, mas o sucessor tem condições de fazer. Não deu tempo de fazer. Quero também apresentar as coisas boas que foram feitas no Governo Arruda.

Essa sua ligação com o ex-governador Arruda não poderia mais te atrapalhar que te ajudar?

O Arruda foi abandonado por muitos e por isso eu não o abandonei. Quem abandona navio quando está afundando é rato e eu não sou rato. Eu acompanhei o sofrimento e a decepção dele, o dia a dia. Dava as notícias do mundo externo, e é bom que fique claro que é a primeira vez que eu vejo uma autoridade pública presa que não pode ouvir rádio, ver TV, ler um jornal, que tem que dormir com a luz acessa, não tem privacidade. Até parece que o Arruda foi quem inventou a corrupção no país. Tenho certeza que isso tudo não aconteceu por atuação do Judiciário, apenas. Até porque, não temos históricos de punições exemplares como nessa história do Arruda.

O senhor é contra ou a favor da intervenção e da eleição indireta no DF?

Sou totalmente contra a intervenção. Brasília não está parada, está fragilizada, é diferente. Levando em consideração que não está parada, que as obras continuam, que o governo continua, não existem motivos para uma intervenção. A eleição indireta, contudo, é uma medida prevista na Constituição. E muitos podem se candidatar, assim como o próprio governador Wilson Lima se candidatou. Se eu tiver condições e sentir que não vou causar desarmonia, eu também posso ser um dos candidatos.
Postado por Lívio di Araújo em 30/03/2010 - 13:10:00
Um certo cineasta de Brasília anda doido para soltar o verbo para o que pode ser mais um escândalo para o governo.

Não que seja maior do que Brasília já esteja acostumada, aliás, as cifras não passam de R$ 5 milhões (R$ 3 milhões da Petrobras e outros R$ 2 milhões do GDF).

Mas é que a denúncia do diretor de cinema pode colocar em xeque a credibilidade de outro rei...

E pior: estamos em época de Copa do Mundo!

Postado por Lívio di Araújo em 30/03/2010 - 12:56:00
Segundo uma fonte da coluna, o procurador-geral Roberto Gurgel, que tanto defende a intervenção federal no DF, é militante do PT.

Ainda segundo a fonte, ele era visto com frequência em frente ao shopping Pátio Brasil, com estrela no peito e bandeirando para a campanha de Cristovam Buarque, hoje senador pelo PDT, na época, candidato ao GDF.

Deve ser por isso que o senador apoia tanto a ideia do amigo.
Postado por Lívio di Araújo em 30/03/2010 - 12:36:00
Não valem as novas regras publicadas hoje no Diário oficial da Câmara Legislativa. Fato! Na tentativa de adiantar o processo, a Mesa Diretora errou feio ao publicar as regras no DO de hoje. Elas deveriam ainda ser discutidas em uma Comissão Geral, encontro marcado para acontecer hoje á tarde, com a deputada distrital Eliana Pedrosa (DEM) e outros interessados.

Afobada, a Mesa mandou publicar o texto. Pegou de surpresa até mesmo os distritais. Isso porque as novas regras só foram votadas em primeiro turno na Casa e o segundo turno sequer aconteceu. Não tendo passado pelos dois turnos de votação, que valor tem o texto? Nenhum!

Além disso, as regras da eleição indireta seriam definidas em projeto de lei complementar, ou seja, não precisam do aval e sanção do governador Wilson Lima (PR) para valerem. Contudo, precisa ser analisado e votado pela maioria no plenário da Câmara. E não foi ainda...

Moral da história? A mesma Casa que já convocou morto para CPI, que já convocou preso para assumir mandato, que é acusada de trabalhar sob pagamento de mesadas, publica no Diário Oficial de hoje regras sem validade. Além de tudo, gastaram o dinheiro público à toa. O DOCL-DF vai servir apenas para embrulhar peixe!
Postado por Lívio di Araújo em 25/03/2010 - 13:54:00
As negociações para que os concursados do Distrito Federal tomem posse de seus cargos continua. Durante toda semana foram solicitadas reuniões pelo deputado Raimundo Ribeiro (PSDB-DF), intermediador das tratativas entre as categorias e o governo.

Nesses encontros, foi discutido com os secretários André Clemente de fazenda, Eunice de Oliveira de educação, Josélia Medeiros de gestão administrativa, João Monteiro de segurança e as comissões dos aprovados no concurso SEPLAG-2009 da Polícia Civil, DER, IBRAM e dos Técnicos Penitenciários, a possibilidade de estar adiantando as convocações. “Começou uma nova etapa da nossa luta, a Audiência Pública foi um sucesso, e agora está todo mundo junto querendo uma solução”, enfatizou Raimundo Ribeiro.

Foi dada as comissões de aprovados, a garantia de que em maio será estudado a possibilidade de estar alterando o cronograma, assim como está sendo feito com a Lei Orçamentária Anual (LOA), e que essas mudanças dependem da avaliação positiva da receita.“A idéia é seguir esse cronograma e até adiantar se for possível, mas nós dependemos da avaliação da arrecadação para o segundo semestre”, explicou o tucano.

Outra boa notícia é que a pedido de Raimundo Ribeiro, a Secretaria de Gestão e Planejamento estuda fazer um concurso para o IML, já que o órgão está defasado de profissionais. “A secretária não vê problema em promover um concurso, só que as convocações seriam para o ano que vem”, disse Ribeiro.

O deputado Raimundo Ribeiro ainda tem mais encontros marcados durante esta semana com outras categorias para que elas sejam ouvidas pelas autoridades do governo, a intenção do parlamentar é negociar com os secretários a melhor forma de dar seguimento ao cronograma apresentado na Audiência Pública.
Postado por Lívio di Araújo em 25/03/2010 - 03:50:00
O presidente da Fibra, Antônio Rocha, afirmou ao blog que não foi consultado sobre o assunto.
 
Há pouco eu publiquei que Rocha teria intenção de concorrer nas eleições indiretas ao GDF, caso ela aconteça mesmo.

Ele afirmou que jamais pensou nesta possibilidade e sequer tratou do assunto, não havendo portanto qualquer pretensão neste sentido.
Postado por Lívio di Araújo em 24/03/2010 - 20:01:00



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