Brasília, 10/09/2010
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ONs e OFFs
Por Lívio di Araújo
O compositor que tiver seu samba escolhido para embalar o desfile da Beija-Flor no ano que vem, além de ver sua música na Sapucaí, ainda leva para casa cerca de R$ 300 mil, fora os direitos autorias que, cá entre nós, não deve ser pouca coisa.

Afinal, durante mais de um mês as músicas são repetidas insistentemente na programação da TV Globo.

Quatro músicas de Brasília disputarão a final com as canções que serão selecionadas no Rio de Janeiro. De acordo com um dos carnavalescos da escola, a etapa de Brasília, que recebeu 16 composições, foi apenas um aperitivo.

No Rio, o trabalho será bem maior, cerca de 100 músicas para analisar.
Postado por Lívio di Araújo em 02/08/0109 - 12:12:00
Posso afirmar que sou um dos que mais apóia as chamadas políticas paternalistas. Hoje, ao ler notícia do G1, a manchete “Lula chama de ‘ignorantes’ críticos do Bolsa Família” me chamou a atenção...

Quando Lula defende, mesmo com seu jeito tronco, os programas assistenciais do governo, bato palmas. Concordo com o presidente quando ele defende que “ninguém deixará de querer trabalhar e ganhar mais dinheiro porque recebe o Bolsa Família”. Não mesmo. Critica quem nunca passou necessidade de algo. E não venham dizer ou pensar que isso é senso comum pois não é. Aliás, senso comum é tecer críticas aos programas, isso sim.

No Brasil, especificamente, país que tanto “deve” aos seus brasileiros filhos da pátria mãe gentil – deve explicações por tanta corrupção, deve erros históricos, deve saúde, segurança, habitação e políticas públicas, deve saneamento básico, deve melhorias proporcionais à taxa tributária cobrada pelo governo, deve escolas, e por aí vai, a lista é extensa – o governo tem, em sua base, lá no comecinho mesmo, que realizar um trabalho que parece até bobo, mas vital: alimentar seu povo.

O Brasil é um país em que o povo passa fome. Ainda passa fome. Paradoxalmente, o país do desperdício. Desperdício esse que seria capaz de alimentar dezenas de crianças por dia, apenas com o que uma família de classe média joga no lixo diariamente. E assim, Lula acerta quando cuida dessa gente com o programa Bolsa família. Convenhamos... Até para que o Brasil evolua nos seus erros – quem dirá em acertos – é preciso manter o povo, não?

Impossível manter a corrupção, que seja essa a ideia, com um povo faminto. Os imposto ajudam na corrupção, e precisamos de mais gente os pagando para aumentar o poder dos cofres públicos. Para que se pague, é preciso trabalho. Para encontrá-los, é preciso ter saúde, segurança e o mínimo de educação. Para tanto, sem comer, ninguém consegue seguir esse ciclo. Não mesmo.

Nas melhor da hipóteses, Lula tem dado sequência a um programa eleitoreiro, mas com um pacote de bondades em sua essência. Se você leu até aqui e achou utópico demais esse texto, sugiro nem passar dessas linhas. Isso pode te levar a crise de risos, ao choro ou até mesmo à busca de uma ajuda espiritual. Você é quem sabe...

Acerta Lula, em meio aos erros de seu governo, em rebater as críticas tecidas sem dó ao Bolsa família. Se os fins justificam os meios?

Não é esse o questionamento, afinal, quando teve fome, um grupo de endinheirados cujo avião caiu na Cordilheira dos Andes, praticou o canibalismo na luta pela sobrevivência, e foram salvos como heróis. Quando teve fome, um urubu foi fotografado ao lado de uma criança negra que contava seus últimos segundos de vida (com fome) esperando a sua morte, para poder matar a fome do bicho de penas pretas, e ainda virou astro de exposição em todo o mundo. Quando teve fome, quem pode come um prato bonito com nome chique, quem não pode, come casca de ovos batidos no liquidificador que, por ironia do destino, algum nutricionista resolveu chamar de política da alimentação saudável, e ainda ganhou ascensão pela “descoberta”.

Sou a favor do Bolsa Família. Mesmo que isso signifique pelo menos, um dinheiro a menos para ser somado aos bilhões que fazem parte da corrupção brasileira. Sou humano (no sentido mais Darwin e mais Deus da palavra). Sou a favor do Bolsa Família (no sentido mais Lula e mais humano da palavra).

Deixo entregue ao esquecimento e ao juízo da história os que não compreendem ou entendem os programas assistenciais.
Postado por Lívio di Araújo em 02/08/0109 - 10:55:00
Acordei neste domingo com um telefone. Depois de atendê-lo, percebi que havia inclusive um recado SMS no celular, que chegou na madrugada e eu nem vi.

Tanto o telefone quanto a mensagem me colocavam por dentro do acontecimento da noite de ontem: a festa de 80 anos de Yara Curi. Badaladíssima, inclusive.

Infelizmente não pude comparecer ao evento por motivos familiares. Estava em Goiás, visitando minha avó (que na verdade é tia, pois minha avó de verdade já morreu), também na casa dos 80, que levou uma queda. Graças a Deus, tudo bem agora.

Mas voltemos ao assunto...

Elogios e mais elogios à organização, bufê, ornamentação, parede de rosas naturais, simpatia da aniversariante, e por aí vai.

Bom, mas o assunto da mensagem e do telefonema eram, além de elogiar a festa, propagar o que, segundo uma mulher, seria imperdoável: um vestido repetido.

Não é que, segundo fontes (lembrem-se, eu não estava lá), tinham duas mulheres com vestidos vermelhos drapeados iguais na festa? O assunto poderia até ter sido abafado, pois, ainda segundo fontes, uma delas se tocou do acontecido e fez questão de só desfilar de um lado da festa, enquanto a outra mostrava o modelo do outro lado. Mas não foi abafado. Simplesmente porque uma das mulheres de vestido vermelho seria ninguém menos que a primeira-dama do DF, Flávia Peres Arruda.

Pelo sim, pelo não, deixo o post com a notícia. Solidário com ambas que certamente ficaram constrangidas com a cena, que fontes juram ter sido verdadeiras. Mas prometo apurar essa história direitinho ao longo do dia, embora as fontes sejam, digamos, de muita confiança.

Mulher sofre, viu!
Postado por Lívio di Araújo em 02/08/0109 - 09:59:00



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