Passamos muitos momentos de nossas vidas em busca do homem ideal, da pessoa perfeita, do casamento justo e viajamos numa loucura chamada sentimento.
Nos entregamos, abandonamos amigos, esquecemos de quem realmente somos em busca de completar aquele ou aquilo que queremos.
Os namoros duram, 1 mês, 2, 3, 1 ano, 2, 3. Mas e quando o sentimento, amor e paixão acabam?
O que fazer quando em determinado momento acordamos, olhamos no espelho e não nos reconhecemos como homem e o pior, como namorado ou marido.
O que pensar quando começamos a descobrir que os sentimentos mudaram e que a vida é muito mais ampla do que aquele mundinho particular que criamos e cultivamos.
Como recuperar os amigos que lá atrás abandonamos? Como se redescobrir dentro da casca criada em busca da aceitação do parceiro?
Como aceitar que a vida vivida não preenche mais o espaço enorme e vazio que habita nosso ser. Pior ainda, como aceitar sabendo que no amanha o arrependimento pode aparecer. Sabendo que apesar de tudo, aquele que escolheu ainda tem em ti uma forte influência, sabendo que carinho e amizade ainda existem e que de forma alguma magoar ou decepcionar não está em seus planos.
Tudo é mais difícil do que se pode imaginar, mesmo parecendo fácil o passo a frente é sempre o mais complicado. Podemos ver e sentir o que esta na nossa frente, mas o medo de mudar e se libertar é maior.
Muito tempo esperei, mas na vida o tempo é quem dita as regras e ir contra o certo é a maior burrice que pode-se fazer.
Agora é o momento do adeus, o momento de dizer valeu, e como diz uma musica: O momento é para dizer, agora aperte minhas mãos para que reste um recordar amanha.
O que desejo, é que seja feliz, pois eu serei.
Por: Pedro Pitanga