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Por Dentro da Notícia
Por Arlison Brito (Com colaboração de Vinícius Thompson)
relato
O repórter  Lucio Sturm da TV Record, relatou com detalhes sua rotina no Jardim Pantanal – região de São Paulo onde dez mil pessoas passaram a virada do ano debaixo d'água.  Abaixo um trecho do relato.
 
Tem coisa pior… imagine o que é cobrir uma guerra!

Foi esta a frase usada pela minha mulher para tentar me tranquilizar quando contei a ela, meio aflito, que iria passar a semana no Jardim Pantanal – região de São Paulo onde dez mil pessoas vivem alagadas desde o dia 08 de dezembro.

Minha primeira preocupação foi com a segurança. Tinha fresco na memória a experiência da última visita ao bairro, dois anos atrás. Era uma reportagem sobre saneamento básico. Andávamos pelas ruas acompanhados de um líder comunitário. Por duas vezes, traficantes vieram de moto perguntar qual era o motivo da nossa presença.

Minha apreensão aumentou na noite de domingo, véspera da partida. Liguei para um amigo, delegado de polícia.

-Vou dormir no Jardim Pantanal, contei.

- Você tá louco… é super perigoso.

Era tudo o que eu não queria escutar.

-Qual é o endereço?

Respondi que não sabia ainda, já que estava de folga e tinha decidido não falar com o produtor que alugou a casa para não antecipar problemas. Fiquei de ligar na manhã seguinte, quando chegasse lá.

Saímos da TV Record às quatro da madrugada da segunda-feira, dia 14. No caminho, assim que entramos na região, a cena, numa pequena estrada esburacada, era difícil de entender. Vans e ônibus parados em enormes poças d’agua.

Integra Atualizado em 15/01/2010 - 12:15:00
Concurso
As inscrições para participar do V Concurso Tim Lopes de Investigação Jornalística poderão ser feitas até o dia 29/01. O tema do concurso deste ano é: “Imprensa e sociedade aliadas no enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes”. Podem participar do evento repórteres, editores e chefes de reportagem de diferentes tipos de veículos de comunicação, além de estudantes e professores de cursos de comunicação.

O diferencial do Concurso Tim Lopes é que ele não premia reportagens já veiculadas e sim projetos de reportagem. As melhores propostas de pauta sobre o problema da violência sexual contra crianças e adolescentes recebem um apoio técnico e financeiro para sua realização, as bolsas variam entre R$ 10.500,00 a R$ 16.000,00. Ao final, os participantes recebem também um prêmio de R$ 3 mil.

O Concurso é uma iniciativa da Agência de Notícias dos Direitos da Infância (ANDI), da Childhood Brasil (Instituto WCF) e da Save The Children Suécia e conta com o apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

O projeto é uma homenagem ao jornalista Tim Lopes, que foi assassinado por traficantes de drogas enquanto investigava casos de exploração sexual de adolescentes.

Informações aqui


Fonte: Comunique-se
Atualizado em 08/01/2010 - 14:13:00
Record News
Atualizado em 07/01/2010 - 17:07:00
Em 1992, Rosana Hermann fez uma visita aos estúdios da rede Jovem Pan em São Paulo. Conheça a estrutura do radiojornalismo da época.

Atualizado em 28/12/2009 - 16:11:00
divulgação
Para aqueles que apreciam o jornalismo literário, vale a pena conferir o livro Gomorra - A história real de um jornalista infiltrado na violenta máfia napolitana, de autoria de Roberto Saviano. A obra é vencedora do Grand Prix Cannes 2008.


 
Atualizado em 27/12/2009 - 14:13:00
entrevista
Exclusivo: O premiado documentarista Jon Alpert fala à TV Estadão sobre sua experiência de 39 anos em zonas de conflito como Vietnã, Nicarágua, Iraque e Afeganistão.


Atualizado em 21/12/2009 - 11:27:00
Após um massacre nas Filipinas em que civis e jornalistas foram executados (57, ao todo), subiu para 68 o número de profissionais de imprensa mortos no mundo em 2009, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (17) pelo Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ).

O número bate o recorde de 2007, quando 67 jornalistas morreram durante exercício. À época, forças aliadas invadiam o Iraque e o país passava pelo ápice de violência civil. Durante seis anos, a CPJ classificou o país como o mais violento do mundo para o exercício do jornalismo.

Em 2009, o Iraque caiu para a terceira posição no ranking dos destinos mais perigosos. A liderança agora é das Filipinas, com 32 mortes, sendo que 31 delas ocorreram de uma só vez em decorrência de um massacre no sul do país em novembro. O segundo lugar é da Somália, como nove mortes. O país, segundo especialistas, tornou-se abrigo para militantes, incluindo extremistas estrangeiros.

"Este foi um ano de devastação sem precedentes para a mídia mundial, mas a violência também confirma tendências de longo prazo", disse o diretor-executivo do CPJ, Joel Simon. "A maioria das vítimas era de repórteres locais cobrindo notícias em suas comunidades", acrescentou.

"Os agressores presumiram, com base nos precedentes, que nunca seriam punidos. Quer as mortes estejam no Iraque ou nas Filipinas, na Rússia ou no México, a mudança dessa presunção é a chave para reduzir o número de jornalistas mortos", afirmou.

"As mortes nas Filipinas são um resultado chocante, mas não totalmente surpreendente, de uma realidade de longo prazo: o governo tem permitido que a violência sem punição contra os jornalistas, na maioria dos casos por motivação política, torne-se parte da cultura",observou o coordenador do CPJ para a Ásia, Bob Dietz.

Fonte: Portal Imprensa
Atualizado em 18/12/2009 - 11:00:00
Especialização
O fotojornalista precisa estar sempre atento e preparado para fotografar algum acontecimento repentino. Esta máxima também vale para o repórter fotográfico especializado em competições esportivas.

Pela natureza de seu trabalho, este profissional é considerado, pelos amantes do esporte, uma pessoa de sorte. Além de estar presente nos maiores eventos esportivos, ele assiste às grandes competições sem pagar nada e está sempre próximo dos grandes atletas.

Alexandre Battibugli, ex-editor de fotografia da Revista Placar (atualmente com trabalhos em vários veículos da Abril), é uma dessas pessoas. Em seu currículo, além de várias competições nacionais, estão quatro Copas do Mundo - incluindo a mais recente, na Alemanha - e uma Eurocopa.

Conselhos
Há diversos cursos que podem ser feitos para se especializar em fotojornalismo e alguns poucos voltados especialmente para o fotojornalismo esportivo. Entretanto, para Battibugli a verdadeira escola é a prática. "Não há nada melhor do que trabalhar em jornal, revista, ou até mesmo num site e participar de reunião de pauta, cobrir o dia-a-dia. É tirando fotos de buracos, de coisas corriqueiras que se aprende a técnica", comenta Alexandre.

Há profissionais que trabalham somente cobrindo eventos esportivos, principalmente futebol, motovelocidade e automobilismo; mas é muito difícil que, logo de cara, um foca comece a trabalhar na editoria de esporte. Portanto, cobrir o dia-a-dia é válido, mesmo que não seja a carreira que você deseje para seu futuro; pois além de desenvolver suas habilidades, boas oportunidades poderão advir desta experiência.

Preparação
Grandes eventos internacionais costumam causar apreensão em quem vai cobri-los. Battibugli diz que a melhor preparação é a informação. "Não há nenhum segredo na preparação de um fotógrafo para um evento esportivo como a Copa. O essencial é estar ligado em tudo o que está acontecendo que possua alguma relação com as seleções participantes. As notícias extra-campo também são importantes", afirma.

Perigo
Assim como os jornalistas esportivos, os repórteres fotográficos também estão sujeitos à violência das torcidas, nada simpáticas com os membros da imprensa. Entretanto, engana-se aqueles que pensam que isto é um problema exclusivo do Brasil.

Na Copa de 1998, antes da partida entre Inglaterra e Tunísia, hooligans ingleses destruíram vários estabelecimentos de Marselha, tudo documentado pelo editor de Placar. Já terminada a partida, em frente à estação de trem, Battibugli notou uma crescente movimentação de torcedores ingleses e começou a fotografar. "Ao ver minha máquina, um velhinho bêbado me perguntou se eu era jornalista. No momento que eu respondi que sim, ele partiu para cima de mim. Sorte que havia muita gente no local e o seguraram, dando tempo para que eu entrasse na estação de trem e me distanciasse dos torcedores", conta Battibugli.

Montagem jamais
A foto que ilustra essa matéria é real e foi batida por Battibugli. Houve um campeonato de futebol no Brás e a árvore, indiretamente, também fazia parte do jogo. Em fotojornalismo não existe montagem.

Mito
Será que além de trabalhar, o fotojornalista consegue mesmo assistir às partidas? A resposta, segundo Battibugli é negativa. "Quando você está tirando fotos, seu ângulo de visão é muito fechado, já que você olha pela lente da câmera", diz.

Para se ter uma idéia, na final da Copa de 1994, ele só se deu conta de que o Brasil havia sido campeão quando viu todos os jogadores comemorando. "Estava tão concentrado nas fotos que tirava, que havia perdido a contagem das penalidades. Não fazia idéia que o pênalti de Baggio podia ser o último", lamenta.

Fonte: Abril
Atualizado em 07/12/2009 - 14:00:00
deadlines apertados
Você, caro leitor, já deve ter se deparado com deadlines apertados e com o consequente desespero de entregar um texto em poucos minutos. Compartilho com você esta mesma angústia e digo mais: todos nós andamos sofrendo deste mal que avassala as redações. Mas eis que em meio a esse cenário temos Gay Talese para nos inspirar (e respirar). Suas reportagens fluem ordenadamente em linhas narrativas de fatos verídicos como poucos sabem fazer.

E é por essa singularidade que Talese se transformou em um dos ícones do jornalismo literário. Essas características podem ser bem observadas principalmente no perfil "Frank Sinatra está resfriado", onde o cantor é meticulosamente retratado sem que Talese tivesse acesso a ele diretamente. Essa e outras matérias de sua autoria publicadas na revista Esquire fizeram parte mais tarde do livro "Fama & Anonimato" (Companhia das Letras).

Ainda na ativa, ele esteve no Brasil em julho na Feira Literária Internacional de Paraty - Flip - para lançar seu livro "Vida de Escritor" (Companhia das Letras).

Nele, Gay Talese fornece as ferramentas para se fazer uma boa entrevista. Vale à pena ler o livro na íntegra, mas seguem algumas dicas do escritor:

* Ele nunca usa gravador. O jornalista leva consigo pequenas fichas para anotar, longe do entrevistado, algumas ideias principais e frases relevantes da conversa.
* Ter paciência para escutar as fontes. Esse é um dos pontos fortes de Talese. Para ele, os melhores relatos são aqueles que são ditos sem pensar ou que são pensamentos que nunca foram formulados antes. E para obter esse resultado, não se pode ter pressa com o entrevistado.
* Conhecer o entorno do alvo da matéria. As pessoas que ficam em volta da fonte principal costumam dar informações pertinentes sobre ela, o que favorece a conhecê-la em diversos ângulos, assim como aconteceu com o perfil de Frank Sinatra.

Fonte: Abril
Atualizado em 06/12/2009 - 23:50:00
Vídeo

por Vinícius Thompson


Eu sou fã incondicional do programa Profissão Repórter da Rede Globo., e os caras de lá ainda mandaram super bem no meio do trânsito caótico de São Paulo.

No vídeo dá pra ter uma noção de como é acertado e a dificuldade de se fazer uma abertura utilizando a mesma imagem por vários ângulos em movimento.


Atualizado em 19/11/2009 - 12:42:00



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